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Impressões: Volvo XC40 tem atrativos para disparar nas vendas

Modelo semiautônomo mais barato do Brasil chega ao mercado para ser o carro-chefe da marca sueca

O XC40 usa uma plataforma inédita que será adotada no sucessor do V40 (Mário Villaescusa/Divulgação/Volvo)


O XC40 começa a ser vendido este mês no Brasil com um potencial inversamente proporcional ao seu tamanho. A expectativa da Volvo com seu menor SUV é que ele faça as vendas da empresa pularem das quase 3,5 mil unidades em 2017 para 6.000 carros este ano.
E o compacto tem potencial para fazer isso quase sozinho. Entre os atrativos, está a tão comentada tecnologia de guiagem semiautônoma por computadores.
O teto bicolor será exclusivo da versão intermediária Momentum (Mário Villaescusa/Divulgação/Volvo)


Assim como a Tesla fez com o Model 3, todo XC40 será equipado com os principais itens necessários para a condução semiautônoma, incluindo sensores frontais e câmera no topo do para-brisas.
A versão topo de linha R-Design será a única a ofertar o item, chamado de Pilot Assist, de série, mas ele poderá ser ativado nas outros pacotes, a qualquer momento, por R$ 5.000.
O intuitivo sistema multimídia do XC40 é o mesmo que equipa os novos XC60 e XC90 (Divulgação/Volvo)


Durante a pré-venda do modelo foram reservadas 1.000 unidades. O sucesso foi tanto que o XC40 passou por um reajuste antes mesmo de chegar aos concessionários.
Apesar da versão inicial T4 continuar partindo dos R$ 169.950, os pacotes T5 Momentum e R-Desing aumentaram R$ 5.000. Agora, custam R$ 194.950 e R$ 214.950, respectivamente.
Vale ressaltar que, a partir deste ano, a Volvo deverá ser uma das favorecidas pelo fim das cotas de importação do Inovar Auto.

Um propulsor, dois sabores

O motor 2.0 de 252 cv das versões T5 usa um compressor e turbocompressor montados de forma sequencial (Mário Villaescusa/Divulgação/Volvo)



No Brasil o XC40 sempre terá câmbio automático de oito marchas e motor 2.0 quatro-cilindros sobrealimentado.
A diferença é que na versão T4 usa um turbo para chegar aos 190 cv (e 30,6 mkgf) que são levados ao eixo dianteiro, enquanto a T5 adiciona um compressor ao conjunto para obter 252 cv e 35,7 mkgf distribuídos nas quatro rodas.

Os faróis totalmente em LED são de série desde a versão de entrada (Mário Villaescusa/Divulgação/Volvo)

Itens como assistente de manutenção de faixa e faróis totalmente em LEDs são de série em todas as versões. O XC40 Momentum soma chave presencial, câmera de ré, opção para cinco modos de condução e ar-condicionado digital de duas zonas.
A R-Design inclui, além do supracitado Pilot Assist, teto-solar panorâmico, navegador GPS, sistema de som harman-kardon, sensores de estacionamento dianteiro, leitor de placas e frugais borboletas para trocas de marcha no volante.

Mole e duro


A cabine é espaçosa para quatro adultos, mas a suspensão dura pode incomodar (Divulgação/Volvo)  


QUATRO RODAS testou as duas variantes com motor de 252 cv do XC40 ao longo de quase 200 km entre as cidades catarinenses de Itajaí e Florianópolis.
O trajeto incluiu trechos esburacados que reforçaram uma característica do XC40 similar à do V40 – apesar de ambos compartilharem apenas o motor 2.0.
A suspensão independente nas quatro rodas usa molas firmes, mas amortecedores macios. Isso faz com que, ao passar por buracos, o XC40 transmita o impacto para os ocupantes, enquanto ele não mitiga tão bem oscilações verticais da carroceria – como ao passar por emendas de pontes e pisos ondulados em alta velocidade.
Em curvas, porém, a rolagem da carroceria é baixa, especialmente na versão R-Design. O comportamento combina com a direção rápida e deixa a dinâmica do XC40 muito próxima à do Mercedes GLA, um de seus concorrentes.
A qualidade do acabamento do painel é ótima, com materiais emborrachados e até peças metálicas (como os inusitados controladores dos difusores de ar verticais), item cada vez mais raro mesmo em alguns modelos de luxo.
A remoção dos alto-falantes da porta abriu espaço para um porta-trecos maior, mas forração não transmite sensação de qualidade (Divulgação/Volvo)


A forração da porta, no entanto, pode dividir opiniões. Isso porque a Volvo ousou a tirar os alto-falantes inferiores – que foram para dentro do painel – para abrir espaço para um porta-trecos gigante.
Só que, para evitar que objetos fiquem escorregando pela porta, a fabricante optou por usar um tecido mais áspero, muito similar a um carpete.
Seja no aspecto visual ou tátil, a solução destoa da qualidade aparente esperada para um modelo que pode passar dos R$ 200 mil.
O quadro de instrumentos é totalmente digital, mas opções de customização são restritas (Divulgação/Volvo)

O sistema multimídia Sensus também usado em outros Volvo segue como grande destaque, com software intuitivo e ótima resolução.
O espaço interno é bom para quatro adultos, sobretudo para a cabeça. Mas os joelhos de quem vai atrás não vai ficar tão distante dos bancos dianteiros como no espaçoso BMW X1 – outro rival, aliás.
O porta-malas tem acesso facilitado e conta com tampa elétrica na versão R-Design (Divulgação/Volvo)


O porta-malas tem bons 460 litros de volume e inclui uma solução interessante: ao dobrar o assoalho móvel do compartimento, dois ganchos se destacam para prender sacolas.
Mas poderiam ter usado os ganchos dobráveis do Audi Q3, bem simples.

Esperto e popular

Todo XC40 pode receber o Pilot Assist, inclusive após a compra (Mário Villaescusa/Divulgação/Volvo)

O Pilot Assist, grande destaque dos modelos da Volvo, se mostrou ainda mais avançado no XC40.
O modelo consegue se manter no centro da faixa de rolamento com facilidade, sem ficar ziguezagueando entre as bordas, como ocorre no XC90, pioneiro da tecnologia no Brasil.
A proposta da Volvo de disponibilizar o equipamento em todas as unidades, permitindo que até veículos usados recebam o Pilot Assist posteriormente, é única no país e ousada.
Afinal, muitos clientes se questionarão porque estão pagando por sensores, que incluem até uma câmera de alta resolução, que só serão ativados mediante uma taxa.
A atualização, porém, não é apenas eletrônica e só poderá ser feita na concessionária. O pacote inclui a troca da bomba do ESC e da placa lógica do sistema.
Outro ponto ainda a ser trabalhado pela Volvo é o pós-venda. A rede de 33 concessionárias é pequena em relação à concorrência alemã.
Por: Quatro Rodas



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